“A Bauhaus é uma postura, não um produto”

Quanto risco o design de automóveis consegue suportar? Design precisa ser belo? Há 100 anos a Bauhaus revolucionou o mundo das artes plásticas. O princípio da redução formal funciona e fascina até hoje – reflexões do chefe de Design da Porsche Michael Mauer e do historiador de arte Boris Friedewald.

  

O designer e o historiador de arte

Na entrevista dupla, Michael Mauer, diretor da Style Porsche, e Boris Friedewald, historiador de arte e escritor berlinense, falam sobre os 100 anos de influência da Bauhaus em todas as disciplinas do design. Nascido em 1969 em Bochum, na Alemanha, Friedewald é autor de várias publicações sobre o tema da Bauhaus. Michael Mauer, nascido em 1962, dirige o departamento de Design da Porsche e é chefe do setor de Design do Grupo Volkswagen AG.

Michael Mauer

Michael Mauer

Boris Friedewald

Boris Friedewald

Sr. Friedewald, Sr. Mauer, os senhores lembram-se ainda do primeiro contato com a Bauhaus?

Criatividade atrás do vidro

Criatividade atrás do vidro

A escola inaugurada por Walter Gropius em Dessau, no ano de 1926, com a ala de oficinas totalmente envidraçada e o setor profissionalizante, é o prédio central do movimento Bauhaus.

Boris Friedewald: Na minha juventude, fui um frequentador assíduo da igreja. A paróquia da nossa comunidade em Bochum foi projetada por Hans Scharoum, um dos grandes arquitetos do movimento modernista da Nova Construção. Os candelabros haviam sido desenhados por Wilhelm Wagenfeld, professor da Bauhaus. Um quadro era de Fritz Winter, aluno da Bauhaus de Dessau, que mais tarde se tornaria um dos nomes mais exponentes da arte abstrata alemã no pós-guerra. Na época, eu me impressionava muito, sem ter noção do quanto aquilo tudo significaria para mim um dia.

Michael Mauer: Meu olhar sobre a Bauhaus não tem um cunho tão religioso (risos), embora a missão de integrar o design ao cotidiano seja-me naturalmente muito familiar. Meu primeiro encontro intenso com a filosofia da Bauhaus certamente deve ter sido durante meus estudos na Escola Superior de Pforzheim. Também mais tarde me debrucei sobre o assunto. No entanto, tenho dificuldades em destacar um objeto da Bauhaus de maneira exemplar. Isso contradiz, segundo minha convicção, o pensamento desta escola de arte, que justamente se empenhava pela diversidade, pela confluência entre arte e trabalho artesanal. A Bauhaus é, para mim, antes de tudo uma postura, não um produto.

Qual é o significado da Bauhaus?

Friedewald: Ela é um dos mais importantes projetos do Modernismo. Uma das escolas artísticas mais significativas do século XX. A Bauhaus foi dominada pela arquitetura apenas durante alguns anos, ainda que Walter Gropius, seu fundador, e os diretores fossem arquitetos.

Mauer: O princípio de criar coisas que tivessem valor por si é especialmente importante em uma época como a nossa, na qual produtos são usados e descartados com a maior naturalidade. Às vezes tenho a impressão de que, para muitos, este é o objetivo essencial do consumo.

Citem três conceitos que os senhores ligam à Bauhaus?

Mauer: Inovação. Atemporalidade. Honestidade. A Porsche e a Bauhaus estão ligadas através de uma concepção fundamental muito semelhante, sobre como produtos ou também prédios devem ser projetados. Para mim, por exemplo, um Porsche não deve parecer ter mais desempenho do que tem de fato. Por isso sou menos a favor de mudanças radicais, mas muito mais do retorno ao essencial.

Friedewald: Para mim há mais três características. Vontade de mudança. Ânsia de experimentar. Espírito comunitário.

Caminho para o Modernismo

A escadaria oval da atual Universidade Bauhaus de Weimar ainda apresenta claramente elementos do estilo art nouveau. O escritório de Walter Gropius e a Casa dos Diretores reconstruída, ambos em Dessau, são modelos da pura arte retilínea.

É a ideia de fazer as coisas de outro modo?

Friedewald: Isso. Em sua fase inicial, a Bauhaus almejava um futuro antes utópico e difuso. Era clara a rejeição ao obsoleto, ao historicismo, aos detalhes e ornamentos supérfluos. Principalmente o famoso pré-curso tinha essa orientação. Os estudantes deveriam descobrir-se a si próprios, experimentar com materiais. Quão estável pode ser o papel? O que se pode fazer – como foi com os famosos móveis de tubo de aço – com metal? Mas Gropius queria também superar o culto ao ego na criação de formas.

Quanto da capacidade para correr riscos um designer deve ter?

Mauer: É claro que precisamos ser corajosos. Temos sempre que voltar a provocar e debater alternativas. A questão é muito mais: quão longe estamos indo? Coragem é sempre aquela linha tênue entre ser diferente para ser diferente e ser diferente para ser melhor. Mas o que é ser melhor? Muitas vezes trabalha-se com muita coragem por um design, mas este não se torna bem-sucedido no mercado.

O design corajoso é bonito?

Mauer: Não necessariamente, mesmo que a beleza esteja nos olhos do observador.

Friedewald: Após a fase expressionista inicial, a Bauhaus via-se como “pioneira da simplicidade” e foi, com isso, um espelho de seu tempo. Afinal, a situação econômica dos anos 1920 impunha uma redução, uma limitação. Tanto na arquitetura quanto no design.

A temática da mobilidade tinha alguma importância na Bauhaus?

Friedewald: A ideia de movimento e velocidade, absolutamente. Gropius dizia que a forma boa de um carro ou de um avião era, para ele, como uma obra de arte. Ele projetou sua Escola Bauhaus em Dessau de tal modo que também fazia uma boa figura ao ser sobrevoada. Ela justamente não é apenas um bloco retangular. A escola é feita de elementos com volumes diferentes, que, de cima, resultam em uma forma assimétrica e geometricamente interessante.

A Bauhaus não projetou um carro. Por que não?

Friedewald: Em primeiro lugar, eles se concentravam no essencial. E isso era, na época: uma casa, uma cadeira, uma mesa ou uma xícara. Só o diretor tinha um carro próprio na Bauhaus: Walter Gropius. Apenas a Casa dos Mestres em Dessau tinha uma garagem. Mas já em 1923 surgia um primeiro rascunho de um carro pequeno muito moderno, mesmo aos olhos de hoje, desenhado por Werner Graeff, aluno da Bauhaus. No entanto, o projeto nunca foi implementado.

Modos da Bauhaus

Radical e coerente, a Casa dos Diretores reconstruída, em Dessau, interpreta o estilo da Bauhaus. A Casa Auerbach, em Jena, parece um corpo estranho entre as mansões clássicas. Na Universidade de Weimar, os estudantes sentam-se hoje onde, na época, os artistas da Bauhaus trabalhavam nas suas criações.

A Porsche representa um design único. Que ligações com a Bauhaus podem ser observadas?

Mauer: Atemporalidade, sem dúvida. Móveis de tubos de aço de Ludwig Mies van der Rohe ou Marcel Breuer encontram-se até hoje em lounges elegantes no mundo inteiro, as luminárias de Wagenfeld continuam sendo uma expressão de estilo ainda no século XXI – e em frente de casa está um Porsche 911. Tanto faz se o carro for de 1964 ou de 2019, esse esportivo é sempre uma expressão de um design perene e atemporal. O fato de quase 70% de todos os veículos Porsche fabricados desde 1948 ainda existirem demonstra que isso não é uma percepção subjetiva. E se você observar uma das mensagens centrais da Bauhaus, ou seja, a frase-chave “a forma segue a função”, pode-se então afirmar com certeza que a Porsche é literalmente um paradigma da realização desta exigência. 

Friedewald: Isso pode até ser comprovado historicamente. Ferdinand Alexander Porsche estudou na Escola Superior de Design de Ulm, que se via como instituição sucessora da Bauhaus. Ali, já nas matérias introdutórias, os princípios da Bauhaus eram intensamente aplicados. Descubra sua criatividade! Liberte-se das ideias correntes! Veja a que fim o material deve servir!

Essas ideias da Bauhaus têm influência na Porsche?

Mauer: A filosofia e a estratégia de nosso trabalho de design na Porsche são muito inspiradas pela ideia da Bauhaus. Junto a isso vem a nossa força de inovação e o progresso técnico, que em muito determinou o clima e os objetos da Bauhaus. A honestidade no design de produtos representa mais uma ponte entre Dessau e Zuffenhausen – um ponto que é típico da marca desde o primeiro modelo: what you see is what you get.

Onde e de que maneira a Bauhaus vem ao nosso encontro hoje?

Mauer: Em cada lápis, na louça que usamos no refeitório, mas sobretudo na nossa valorização do design. A Bauhaus tornou-se parte do nosso consciente coletivo. No caso, uma constatação me é importante: não se pode avaliar design fora de seu contexto de época.

Friedewald: É verdade. Se você entender a Bauhaus como uma atitude, pode-se hoje encontrar alguns produtos elaborados, feitos com materiais apropriados, que surgiram dessa postura. Frequentemente são também produtos com materiais bem inovadores.

Reconstrução em Dessau

Reconstrução em Dessau

A Casa dos Diretores pertence ao ensemble das Casas dos Mestres em Dessau. Ela foi consideravelmente destruída durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruída apenas há poucos anos.

Existem paralelos entre a época da Bauhaus e hoje?

Mauer: Do ponto de vista de um designer, o ano de 2019 seria impensável sem o ano de 1919. No entanto, a história é um processo contínuo, não uma imagem estática. E, sobretudo, não uma imagem que se repete. Não vejo, portanto, paralelismos entre aquele tempo e nossa época digital. O que, no entanto, conecta a atualidade à ideia da Bauhaus é o desejo de mudança. A ruptura caracteriza em alto grau os desenvolvimentos atuais na indústria automobilística. Aqui, nós designers estamos em vantagem, pois já pudemos dar impulsos significantes para o desenvolvimento de produtos nos últimos vinte anos. Com isso foi possível diferenciar marcas de automóveis de maneira mais clara e forjar identidades fortes de marcas. Design enquanto mensagem, linguagem formal como expressão da identidade.

Friedewald: Eu vejo paralelos entre aquela época e hoje – mas com um outro foco. Afinal, muitas questões sobre as quais professores e alunos se debruçavam na Bauhaus são ainda hoje muito atuais: a falta de apartamentos, as questões sociais, abordagens interdisciplinares, a valorização do trabalho manual. Havia utopias na Bauhaus, elas eram o combustível da escola. Que utopias ainda existem hoje?

A digitalização, por exemplo? Como a Bauhaus teria se comportado diante dessa tecnologia?

Friedewald: A Bauhaus sempre esteve aberta ao avanço técnico. Arte, técnica e mundo digital poderiam se entrosar bem. Mas os mestres advertiam já naquela época: as máquinas devem servir ao ser humano. Não o contrário.

Mauer: Totalmente. O design irá se tornar ainda mais importante do que no passado. Nos últimos anos, lutamos para não sermos considerados simplesmente malucos e artistas criativos, mas para mostrar que se pode mover muita coisa com o design.

As origens da Bauhaus estão no lado oriental da Alemanha: em Weimar e Jena, Dessau e Berlim. Um passeio de carro da casa Haus Am Horn, o germe da ideia de sua arquitetura, até o Arquivo da Bauhaus, onde sua herança é preservada

Weimar

Weimar

Am Horn é o nome da rua que, não muito longe do centro de Weimar, passa ao longo do parque às margens do rio Ilm. À direita, está a Casa de Jardim de Goethe em meio às árvores. Até sua mudança para a praça Frauenplan em junho de 1782, a casa foi o local onde Johann Wolfgang von Goethe residiu e estudou. Ali o jurista trabalhou para o Conselho Secreto – o mais alto departamento governamental do Ducado de Saxe-Weimar-Eisenach. Ali surgiu grande parte de sua obra literária deste tempo, como a balada O rei dos elfos (1782) e o poema À lua (1778).

Saindo do parque, o olhar vai para uma construção retangular de telhado plano, a casa Haus Am Horn, erigida em 1923 a partir do projeto do mestre Georg Muche para a primeira exposição da Bauhaus. Sua “casa dos sonhos”, como foi apelidada por ele, construída para si e sua esposa Elsa em um terreno de exatos 12,7 por 12,7 metros, mas que jamais seria habitada por ele e sua família. Três anos antes, Walter Gropius, o fundador da Bauhaus, nomeava-o mestre da Staatliches Bauhaus Weimar.

Na época, Muche tinha 25 anos – nenhum dos outros mestres fora tão jovem no ato de sua nomeação. Na Haus Am Horn se reuniam pela primeira vez as ideias revolucionárias da Bauhaus – “uma modernidade, hoje mais desejável do que nunca”, afirma Claudia Perren, diretora da Fundação Bauhaus Dessau. “Trata-se do insight de ser uma plataforma aberta para questões de design, cujas soluções visavam melhorar a vida cotidiana.” 

A mobília vinha das oficinas de artistas do movimento, como Marcel Breuer ou Alma Siedhoff-Buscher, os objetos de cerâmica para uso diário eram de Theodor Bogler. A Haus Am Horn é um dos três testemunhos da Bauhaus em Weimar, que fazem parte do Patrimônio Mundial da UNESCO “Bauhaus e suas sedes em Weimar, Dessau e Bernau”, sendo, além disso, o único prédio totalmente construído durante a época do movimento ali. Para o aniversário de 100 anos de existência da Bauhaus, a Fundação Clássica de Weimar restaurou a casa. A data de reabertura planejada é 18 de maio de 2019.

Jena: onde mora o futuro

Jena

Jena

Vinte e três quilômetros ao leste, pelas colinas da Turíngia-Média, encontra-se Jena. A cidade parece um contraprojeto de Weimar. Em vez de arte e cultura, o que predomina aqui é pesquisa e indústria. A Universidade Friedrich Schiller, fundada em 1558, e as oficinas óticas Carl Zeiss desfrutam de fama internacional. As ideias radicais da casa do futuro logo conquistaram os habitantes abonados e desta região de mente aberta. As primeiras residências particulares em estilo Bauhaus surgiram ali a partir de 1924. Das apenas seis mansões projetadas e construídas por Walter Gropius, duas estão em Jena.

Na rua Schaefferstrasse, paralela à rodovia estadual B7, na zona oeste de Jena, surge a Casa Auerbach como um OVNI entre as mansões burguesas na encosta das colinas de Sonnenberge. O projeto de Gropius e seu parceiro de escritório, o mestre da Bauhaus Adolf Meyer, para o físico experimental Felix Auerbach e sua esposa Anna é composto de dois corpos retangulares de volumes diferentes, acoplados um ao outro. As áreas funcionais separadas são bem visíveis: no corpo de três andares estão as áreas de trabalho, na parte acoplada de dois andares ficam os cômodos particulares. 

A apenas dois minutos de carro, subindo um pouco pela encosta, na rua Weinbergstrasse: a Casa Zuckerhandl, uma mansão de onze aposentos e um terraço de cem metros quadrados na cobertura plana, leva o sobrenome de Therese Zuckerhandl, viúva de um catedrático. Em 1927, ela incumbiu o escritório de arquitetura de Gropius em Dessau para projetar e construir um domicílio em estilo Bauhaus para si e sua família. As peças individuais da casa são austeramente organizadas de forma geométrica. Um jardim de inverno envidraçado projeta-se para fora como um bloco.

Dessau: centro da ideia da Bauhaus

Dessau

Dessau

Dessau, cerca de 150 quilômetros ao norte de Weimar, a meio caminho para Berlim: o centro da Bauhaus. Seguindo pelas autoestradas A4 e A9, passando por Leipzig, chega-se a esta cidade de 84.000 habitantes em pouco mais de uma hora. Em Dessau a Bauhaus desabrochou plenamente. Ali surgiu o marcante prédio da Bauhaus com suas alas de oficinas envidraçadas, assim como as Meisterhäuser, as Casas dos Mestres, concebidas por Gropius e enfileiradas livremente em um pequeno bosque na alameda Ebertallee. Elas são consideradas ícones do Modernismo, fazendo parte, por isso, do Patrimônio Mundial da UNESCO. Elas serviam, seguindo o princípio da Bauhaus, de moradia e oficina para os professores. O fato de que a arquitetura da Bauhaus não precisava ser algo frio e branco fica claro, o mais tardar, quando se entra na Casa do Mestre do artista Lyonel Feininger: paredes amarelas, guarda-corpos azul-cobalto, corrimãos em vermelho vivo. A Bauhaus eternizada em 40 cores.

Um conjunto ao sul do centro de Dessau, no subúrbio de Törten: 314 casinhas com área habitável de 57 a 75 metros quadrados, organizadas em fileiras, feitas para trabalhadores, não para a elite. As casas com suas hortas explicitam a filosofia da Bauhaus. “Aqui foram colocadas questões fundamentais”, explica Annemarie Jaeggi, diretora do Arquivo da Bauhaus. “O que é condizente com o ser humano? O que lhe cabe de superfície? O que lhe é digno? Como é possível realizá-lo com pouco dinheiro? A ideia não era construir para o rico uma mansão ainda melhor.”

Berlim: fim e recomeço

Berlim

Berlim

Em Berlim termina não apenas este passeio seguindo os rastros da Bauhaus, mas, em 1933, também os 14 anos de história deste ícone do Modernismo. Após o fechamento em Dessau, Ludwig Mies van der Rohe, o último diretor da escola, quis manter a Bauhaus na capital alemã a partir de 1932 enquanto instituição particular. Hoje, algumas construções e conjuntos habitacionais conservados ainda dão testemunho do espírito da Nova Construção: por exemplo, o pavilhão de turbinas da AEG no bairro de Moabit, conjuntos habitacionais dos anos vinte, como a Cidade Residencial de Carl Legien no bairro de Prenzlauer Berg, o conjunto Schillerpark no bairro de Wedding ou o Hufeisensiedlung Britz, um prédio em forma de ferradura no bairro de Neukölln. Dos arquitetos da Bauhaus também são a Casa Lemke na rua Oberseestrasse (Mies van der Rohe) e a Casa Lewin na rua Fischerhüttenstrasse (Walter Gropius). No conjunto Ringsiedlung Siemensstadt encontra-se um bloco residencial de Gropius. O Arquivo da Bauhaus em Berlim tem aqui uma posição de destaque. Com seus característicos telhados arredondados de meia água às margens do Landwehrkanal, o prédio foi construído a partir de um projeto de Gropius de 1964.

Em 1976, sete anos após sua morte, foi lançada a pedra fundamental e, em 1979, aconteceu a inauguração. Atualmente o prédio está sendo reformado e ampliado com uma torre de vidro. Durante os trabalhos, o museu em Berlim está alojado no “temporary bauhaus-archiv”, na rua Knesebeckstrasse. A história é mantida, a ideia da Bauhaus vive.

Bauhaus

O que começou em Weimar em 1919, deixou marcas no mundo inteiro. É no centro de Tel Aviv onde há o maior número de prédios da Bauhaus. Chamado de “Cidade Branca”, o bairro faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Unir arte e manufatura, conferir à criação de formas uma maneira de expressão reduzida e atemporal, também no que diz respeito aos bens de consumo. Um exemplo: as cadeiras cantilever desenvolvidas por Mart Stam, Marcel Breuer e Ludwig Mies van der Rohe, feitas de tubo de aço.

A federação das sedes da Bauhaus comemora o centenário da Bauhaus com uma ampla programação. 
Mais informações: www.bauhaus-dessau.de/en

Fotos

Com a cortesia das fundações Bodelschwinghsche Stiftungen Bethel;
VG Bild-Kunst, Bonn 2019 – Walter Gropius, Henry van de Velde, Wilhelm Wagenfeld;
Reconstrutor arquitetônico da sala, 1999 – Gerhard Oschmann

Porsche Macan S
Consumo de combustível
urbano: 11,3 l/100 km
rodoviário: 7,5 l/100 km
combinado: 8,9 l/100 km
Emissões de CO2 (combinado): 204 g/km
Classe de eficiência: D

Jan van Rossem
Jan van Rossem